Tive a oportunidade de conhecer um texto do célebre educador Rubens Alves por meio das aulas da minha Profª Danielle – ESAGS/FGV, e seu texto é de uma excelência sem explicação de que sua analogia tomarei emprestada, para melhor me expressar, pela minha visão organizacional quais as diferenças entre Eucaliptos e Jequitibás. Aproveito também para deixar os créditos do Sr. Marcos Hashimoto da qual utilizei frases de uma publicação para VOCÊ S/A.
Eucaliptos são fáceis de plantar, são cultivados para fins específicos e são sempre organizados em linha e de forma planejada. Seu ciclo de vida é curto, pois têm fins puramente comerciais, crescem depressa e não há nada que os diferencie entre si, pois quanto mais padronizados, melhor é o trato. Há árvores, no entanto, que são diferentes das outras, possuem personalidade, não são facilmente substituídas como os eucaliptos, nascem de forma espontânea e têm muita liberdade.
Jequitibás é uma árvore exuberante, uma das maiores da flora brasileira, de tão monumental e admirada, empresta seu nome a nomes de ruas, parques e cidades. Seu ciclo de vida é longo mas estão se tornando cada vez mais raras, pois florestas estão sendo derrubadas para dar lugar aos previsíveis e doutrinados eucaliptos.
Bacana, mas onde quero chegar com essa comparação? Vamos lá, freqüentemente o empreendedor é um mau funcionário. Seu ritmo nem sempre é o mesmo de sua empresa. Ele não tem paciência para cumprir horários, preencher relatórios, inserir-se num contexto político-institucional ou submeter-se a normas e regras pré-estabelecidas. Dificilmente um eucalipto se torna um jequitibá, mas muitas vezes, é possível despertar o jequitibá que existe dentro de alguns poucos que se acham eucaliptos devido à influência do ambiente em que se encontram inseridos. Mas o verdadeiro empreendedor não morre eucalipto. Seu senso de inconformismo, sua rebeldia natural à rotina e ao lugar-comum, seu espírito de liberdade e a coragem de que lhe é peculiar e natural, o força a descobrir o Jequitibá que ele de fato é.
Empreendedor não se forma. Ele se desperta e já é empreendedor, mas nem sempre se dá conta disto. Cabe a fortuna e a virtù, como já dizia Maquiavel, de encontrarmos disseminadores da cultura empreendedora, que façam acordar de nosso sono letárgico. Aos não empreendedores resta a árdua tarefa de adquirir uma formação que os ajude a desenvolver algumas das características presentes nos empreendedores e que faz muita falta num empreendimento de sucesso. Para descobrir quais são só tornando-se empreendedor. Infelizmente, neste caso, não há receita de bolo.
E você? É um Eucalipto ou um Jequitibá?



Hum, agora estou gostando de ver....
ResponderExcluirQuando li este link pensei... será que esta pessoa foi minha aluna?
Que bom que usas o que aprendeu... também estou aprendendo contigo, conhecida, desconhecida....
Atenciosamente,
Danielle